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CogniCare · Medicamentos

Medicações: quais evitar no idoso?

Três ferramentas publicadas, cada uma com seu próprio resultado: os Critérios de Beers 2023 (medicamentos potencialmente inapropriados), a escala de carga anticolinérgica (ACB) e as interações que o Beers manda evitar. Elas não são somadas entre si e não substituem a avaliação individual.

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Um medicamento por linha, vírgula ou ponto e vírgula. Nada é salvo nem enviado: a conferência acontece no aparelho.

Critérios de Beers: efeitos e riscos por classe

Medicamentos potencialmente inapropriados para pessoas idosas. Toque em cada classe para ver por que evitar, o que fazer e alternativas.

Psicotrópicos

  • Evitar na pessoa idosaBenzodiazepínicos
    Efeitos e riscos
    Pessoas idosas têm maior sensibilidade e metabolização mais lenta: aumentam prejuízo cognitivo, delirium, quedas, fraturas e acidentes de trânsito.
    O que fazer
    Evitar para insônia, agitação e delirium. Quando em uso crônico, planejar desprescrição gradual (redução de 10 a 25 por cento a cada duas a quatro semanas) com apoio comportamental.
    Alternativas
    • Higiene do sono e terapia cognitivo-comportamental para insônia
    • Tratar dor, noctúria, apneia e depressão como causas do sono ruim
  • Evitar na pessoa idosaHipnóticos não benzodiazepínicos (zolpidem e similares)
    Efeitos e riscos
    Efeitos adversos semelhantes aos benzodiazepínicos, com delirium, quedas, fraturas e visitas à emergência, mesmo em uso curto.
    O que fazer
    Suspender e tratar a insônia por medidas comportamentais; se necessário, reavaliar causas clínicas do sono fragmentado.
    Alternativas
    • Terapia cognitivo-comportamental para insônia
    • Revisão de cafeína, álcool, cochilos e horários de sono
  • Evitar em situações específicasAntipsicóticos
    Efeitos e riscos
    Em demência aumentam risco de acidente vascular cerebral e de morte; também causam sedação, parkinsonismo, quedas e alterações metabólicas.
    O que fazer
    Evitar para sintomas comportamentais da demência, exceto quando há risco à segurança e as medidas não farmacológicas falharam. Usar a menor dose pelo menor tempo, com reavaliação e tentativa de retirada programada.
    Alternativas
    • Manejo não farmacológico: rotina, ambiente, atividade significativa e orientação ao cuidador
    • Tratar dor, infecção, constipação e delirium como causas do comportamento
  • Evitar na pessoa idosaBarbitúricos
    Efeitos e riscos
    Alta taxa de dependência física, sedação profunda e risco elevado de intoxicação e queda.
    O que fazer
    Evitar; quando usados como anticonvulsivante de longa data, planejar troca com neurologia, nunca suspender de forma abrupta.
    Alternativas
    • Levetiracetam ou lamotrigina, conforme avaliação especializada
    • Medidas não farmacológicas para ansiedade e insônia
  • Usar com cautelaInibidores seletivos da recaptação de serotonina
    Efeitos e riscos
    Podem causar hiponatremia, quedas e fraturas; a paroxetina e a fluoxetina têm mais interações e efeito anticolinérgico ou meia-vida longa.
    O que fazer
    Manter quando há indicação de depressão ou ansiedade, mas checar sódio na primeira semana e após ajuste, revisar risco de queda e evitar paroxetina.
    Alternativas
    • Sertralina ou escitalopram em dose inicial baixa
    • Psicoterapia e atividade física estruturada como parte do tratamento

Anticolinérgicos

  • Evitar na pessoa idosaAntidepressivos tricíclicos
    Efeitos e riscos
    Carga anticolinérgica alta: confusão, boca seca, constipação, retenção urinária, hipotensão ortostática e quedas.
    O que fazer
    Substituir por opção com menor carga anticolinérgica, ajustando conforme a indicação (depressão, dor neuropática ou insônia).
    Alternativas
    • Sertralina, escitalopram ou citalopram para depressão, com atenção a hiponatremia
    • Duloxetina, gabapentina ou pregabalina em dor neuropática, com ajuste renal
  • Evitar na pessoa idosaAnti-histamínicos de primeira geração
    Efeitos e riscos
    Forte efeito anticolinérgico e sedativo, com confusão, retenção urinária, boca seca e quedas.
    O que fazer
    Suspender, inclusive quando usados como indutores do sono ou em fórmulas para gripe.
    Alternativas
    • Loratadina, desloratadina, cetirizina ou fexofenadina
    • Corticoide nasal em rinite persistente
  • Evitar na pessoa idosaAntiespasmódicos e antimuscarínicos urinários
    Efeitos e riscos
    Eficácia incerta com carga anticolinérgica elevada: piora cognitiva, constipação, boca seca e retenção urinária.
    O que fazer
    Suspender ou substituir; em bexiga hiperativa, preferir opção com menor efeito central.
    Alternativas
    • Treino vesical, ajuste de líquidos e fisioterapia pélvica
    • Mirabegrona quando há indicação de fármaco para bexiga hiperativa
  • Evitar na pessoa idosaRelaxantes musculares de ação central
    Efeitos e riscos
    Efeito anticolinérgico e sedativo com eficácia duvidosa nas doses toleradas: confusão, boca seca e quedas.
    O que fazer
    Suspender; tratar a dor musculoesquelética por medidas físicas e analgesia simples.
    Alternativas
    • Fisioterapia, calor local e exercício progressivo
    • Paracetamol e anti-inflamatório tópico por curto período
  • Evitar na pessoa idosaAnticolinérgicos antiparkinsonianos
    Efeitos e riscos
    Eficácia inferior à da levodopa com risco alto de confusão, retenção urinária e piora cognitiva.
    O que fazer
    Evitar, principalmente para sintomas extrapiramidais induzidos por antipsicótico: nesse caso, reavaliar o antipsicótico.
    Alternativas
    • Ajuste do esquema dopaminérgico com neurologia
    • Retirada ou troca do fármaco que causou o sintoma

Analgesia

  • Evitar na pessoa idosaAnti-inflamatórios não esteroidais
    Efeitos e riscos
    Uso contínuo aumenta sangramento digestivo, lesão renal aguda, retenção de sódio, descompensação de insuficiência cardíaca e hipertensão.
    O que fazer
    Evitar uso crônico. Quando indispensável, usar o menor tempo possível com protetor gástrico e monitorar função renal e pressão.
    Alternativas
    • Paracetamol em dose ajustada como primeira linha
    • Medidas físicas, exercício, calor local e anti-inflamatório tópico
  • Usar com cautelaOpioides de risco aumentado
    Efeitos e riscos
    Sedação, delirium, constipação e quedas; a meperidina é especialmente neurotóxica e o tramadol aumenta risco de hiponatremia e de convulsão.
    O que fazer
    Evitar meperidina. Nos demais, indicar apenas com meta clara de dor, iniciar em dose baixa, associar laxante e nunca combinar com benzodiazepínico.
    Alternativas
    • Paracetamol e analgesia tópica
    • Reabilitação, fisioterapia e tratamento da causa da dor

Endocrinologia

  • Evitar na pessoa idosaSulfonilureias de ação longa
    Efeitos e riscos
    Risco elevado de hipoglicemia prolongada e grave, com quedas, delirium e internação.
    O que fazer
    Substituir e individualizar a meta de hemoglobina glicada conforme expectativa de vida e fragilidade.
    Alternativas
    • Metformina com ajuste pela função renal
    • Inibidor de DPP-4, e agonista de GLP-1 ou inibidor de SGLT2 quando indicado
  • Evitar na pessoa idosaInsulina apenas em escala móvel
    Efeitos e riscos
    A correção isolada por glicemia capilar aumenta hipoglicemia sem melhorar controle.
    O que fazer
    Usar esquema basal com ajuste programado e revisar metas glicêmicas na pessoa idosa frágil.
    Alternativas
    • Insulina basal com titulação lenta
    • Revisão da dieta e dos horários das refeições
  • Evitar na pessoa idosaEstrogênio sistêmico
    Efeitos e riscos
    Aumenta risco de câncer de mama e de endométrio e de evento tromboembólico, sem benefício cardiovascular ou cognitivo.
    O que fazer
    Evitar via sistêmica para sintomas geniturinários; se indicada por outro motivo, reavaliar risco individual.
    Alternativas
    • Estrogênio vaginal em dose baixa para atrofia geniturinária
    • Hidratante e lubrificante vaginal
  • Usar com cautelaCorticoide sistêmico prolongado
    Efeitos e riscos
    Uso contínuo causa perda óssea, hiperglicemia, delirium, fragilidade muscular e maior risco de infecção.
    O que fazer
    Usar a menor dose eficaz pelo menor tempo, com proteção óssea, controle glicêmico e plano de retirada.
    Alternativas
    • Tratamento específico da doença de base
    • Corticoide inalatório ou tópico quando a indicação permitir

Gastroenterologia

  • Evitar em situações específicasInibidores da bomba de prótons por mais de oito semanas
    Efeitos e riscos
    Uso prolongado sem indicação associa-se a infecção por Clostridioides difficile, pneumonia, perda óssea, fratura e deficiência de vitamina B12.
    O que fazer
    Confirmar indicação de manutenção (esôfago de Barrett, esofagite grave, profilaxia com anti-inflamatório crônico). Sem indicação, reduzir dose e suspender.
    Alternativas
    • Medidas antirrefluxo e revisão de álcool, tabaco e horários das refeições
    • Antagonista H2 por período curto quando necessário
  • Evitar na pessoa idosaMetoclopramida
    Efeitos e riscos
    Risco de sintomas extrapiramidais e discinesia tardia, maior na pessoa idosa e no uso prolongado.
    O que fazer
    Limitar a uso curto e em dose baixa; evitar em parkinsonismo e revisar a indicação a cada prescrição.
    Alternativas
    • Domperidona por curto período com atenção ao intervalo QT
    • Ondansetrona para náusea aguda

Cardiovascular

  • Evitar na pessoa idosaAnti-hipertensivos de ação central e alfabloqueadores para hipertensão
    Efeitos e riscos
    Hipotensão ortostática, bradicardia, sedação e quedas, com alternativas mais seguras disponíveis.
    O que fazer
    Evitar como tratamento de rotina da hipertensão; quando usados para próstata, orientar risco de queda e medir pressão em pé.
    Alternativas
    • Inibidor da ECA ou bloqueador do receptor de angiotensina
    • Bloqueador de canal de cálcio di-hidropiridínico e diurético tiazídico
  • Usar com cautelaDigoxina em dose acima de 0,125 mg por dia
    Efeitos e riscos
    Janela terapêutica estreita e depuração reduzida: intoxicação com náusea, arritmia, confusão e anorexia.
    O que fazer
    Não usar como primeira linha; manter dose baixa, monitorar função renal, potássio e sinais de intoxicação.
    Alternativas
    • Betabloqueador para controle de frequência na fibrilação atrial
    • Otimização do tratamento da insuficiência cardíaca conforme diretriz
  • Usar com cautelaAmiodarona como primeira escolha
    Efeitos e riscos
    Toxicidade tireoidiana, pulmonar e hepática maior que a de outras opções para manter ritmo sinusal.
    O que fazer
    Reservar para quem tem insuficiência cardíaca ou hipertrofia importante; monitorar tireoide, fígado e pulmão.
    Alternativas
    • Estratégia de controle de frequência
    • Discussão com cardiologia sobre ablação ou outro antiarrítmico
  • Usar com cautelaÁcido acetilsalicílico para prevenção primária
    Efeitos e riscos
    Acima de 70 anos o risco de sangramento maior costuma superar o benefício quando não há doença cardiovascular estabelecida.
    O que fazer
    Rever a indicação: manter apenas em prevenção secundária ou quando o risco cardiovascular justificar, com decisão compartilhada.
    Alternativas
    • Controle de pressão, lipídios, tabagismo e diabetes
    • Estatina conforme risco cardiovascular

Anticoagulação

  • Usar com cautelaVarfarina como primeira escolha na fibrilação atrial
    Efeitos e riscos
    Maior risco de sangramento intracraniano e necessidade de controle laboratorial frequente em comparação aos anticoagulantes diretos.
    O que fazer
    Preferir anticoagulante oral direto quando não houver contraindicação; se mantida, garantir tempo em faixa terapêutica adequado.
    Alternativas
    • Apixabana ou rivaroxabana com ajuste renal e de peso
    • Revisão de interações e de risco de queda

Nutrição

  • Evitar na pessoa idosaEstimulantes de apetite (megestrol e ciproeptadina)
    Efeitos e riscos
    Ganho de peso mínimo com risco de trombose e de morte; não melhora desfechos.
    O que fazer
    Suspender e investigar causas tratáveis da inapetência.
    Alternativas
    • Ajuste de textura, densidade calórica e proteica e refeições fracionadas
    • Tratar dor dentária, disfagia, constipação e depressão

Fonte: American Geriatrics Society 2023 Updated AGS Beers Criteria for Potentially Inappropriate Medication Use in Older Adults.

Carga anticolinérgica (ACB): efeitos por pontuação

Cada medicamento vale 1 a 3 pontos. A soma de todos dá a carga total; a partir de 3 pontos ela é considerada clinicamente relevante.

3 pontos

Efeito definido forte: confusão ou delirium, piora da memória, retenção urinária, intestino preso, visão turva, coração acelerado e maior risco de quedas.

Ver 39 medicamentos

amitriptilina, atropina, benztropina, clemastina, clomipramina, clorfeniramina, clorpromazina, clozapina, darifenacina, desipramina, diciclomina, difenidramina, dimenidrinato, doxepina, doxilamina, escopolamina, fesoterodina, flavoxato, hidroxizina, hiosciamina, imipramina, meclizina, metocarbamol, nortriptilina, olanzapina, orfenadrina, oxibutinina, paroxetina, perfenazina, prometazina, propantelina, quetiapina, solifenacina, tioridazina, tolterodina, triexifenidil, trifluoperazina, trimipramina, tróspio

2 pontos

Efeito definido moderado: boca seca, intestino preso, visão turva, tontura e confusão em pessoas sensíveis.

Ver 11 medicamentos

amantadina, beladona, carbamazepina, ciclobenzaprina, levomepromazina, loxapina, meperidina, molindona, nefopam, oxcarbazepina, pimozida

1 ponto

Efeito possível e leve: sonolência, boca seca discreta; somado a outros, pode piorar memória e atenção.

Ver 38 medicamentos

alprazolam, aripiprazol, atenolol, bupropiona, captopril, cetirizina, cimetidina, clorazepato, clortalidona, codeína, colchicina, desloratadina, diazepam, digoxina, dipiridamol, disopiramida, fentanil, fluvoxamina, furosemida, haloperidol, hidralazina, hidrocortisona, isossorbida, levocetirizina, loperamida, loratadina, metoprolol, morfina, nifedipino, prednisona, quinidina, ranitidina, risperidona, teofilina, trazodona, triantereno, varfarina, venlafaxina

Calcular a carga de um paciente

Fonte: Boustani M, Campbell N, Munger S, et al. Impact of anticholinergics on the aging brain: a review and practical application. Aging Health. 2008;4(3):311-320. Lista ACB atualizada em 2012 (Aging Brain Care). Sem corte brasileiro publicado; usa-se o corte original ≥ 3. Os textos de efeitos por pontuação são um resumo e precisam de validação médica.

Interações a evitar no idoso

As 12 combinações que os Critérios de Beers 2023 recomendam evitar.

  • Dois bloqueadores do sistema renina-angiotensina, ou um deles com diurético poupador de potássio

    Aumenta o risco de hipercalemia (potássio alto).

    Conduta: Evitar o uso rotineiro de dois ou mais inibidores do sistema renina-angiotensina, ou de um deles com diurético poupador de potássio, em quem tem doença renal crônica estágio 3a ou mais.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Opioide + benzodiazepínico

    Aumenta o risco de overdose e de eventos adversos.

    Conduta: Evitar.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Opioide + gabapentina ou pregabalina

    Aumenta o risco de sedação grave, com depressão respiratória e morte.

    Conduta: Evitar. Exceções: transição do opioide para gabapentina ou pregabalina, ou uso do gabapentinoide para reduzir a dose do opioide — sempre com cautela.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Dois ou mais anticolinérgicos

    Mais de um medicamento anticolinérgico aumenta o risco de declínio cognitivo, delirium, quedas e fraturas.

    Conduta: Evitar; reduzir o número de anticolinérgicos.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Três ou mais medicamentos que agem no sistema nervoso central

    Aumenta o risco de quedas e de fratura (antiepilépticos incluindo gabapentinoides, antidepressivos, antipsicóticos, benzodiazepínicos, drogas Z, opioides e relaxantes musculares).

    Conduta: Evitar o uso simultâneo de três ou mais desses medicamentos; reduzir o número de medicamentos que agem no sistema nervoso central.

    Qualidade da evidência: Alta · Força da recomendação: Forte

  • Lítio + inibidor da ECA, BRA ou sacubitril-valsartana

    Aumenta o risco de intoxicação por lítio.

    Conduta: Evitar; monitorar o nível sérico de lítio.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Lítio + diurético de alça

    Aumenta o risco de intoxicação por lítio.

    Conduta: Evitar; monitorar o nível sérico de lítio.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Alfabloqueador periférico não seletivo + diurético de alça

    Aumenta o risco de incontinência urinária em mulheres idosas.

    Conduta: Evitar em mulheres idosas, a menos que as condições justifiquem os dois medicamentos.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Fenitoína + sulfametoxazol-trimetoprima

    Aumenta o risco de intoxicação por fenitoína.

    Conduta: Evitar.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Teofilina + cimetidina

    Aumenta o risco de intoxicação por teofilina.

    Conduta: Evitar.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Teofilina + ciprofloxacino

    Aumenta o risco de intoxicação por teofilina.

    Conduta: Evitar.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

  • Varfarina + amiodarona, ciprofloxacino, macrolídeo (exceto azitromicina), sulfametoxazol-trimetoprima ou ISRS

    Aumenta o risco de sangramento.

    Conduta: Evitar quando possível; se usados juntos, monitorar o INR de perto.

    Qualidade da evidência: Moderada · Força da recomendação: Forte

Fonte: 2023 American Geriatrics Society Beers Criteria® Update Expert Panel. J Am Geriatr Soc. 2023;71(7):2052-2081, Tabela 5. A tabela não lista todas as interações relevantes para pessoas idosas.

Apoio à decisão clínica. As listas não são completas e não substituem a conciliação medicamentosa, a bula nem o julgamento do profissional. Não há versão brasileira validada com cortes próprios para estas listas; usam-se os critérios originais.

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