Interpretação da pontuação
Barthel: 0 a 40 pontos de 100
Dependência grave a total
Necessita de cuidado contínuo. Organize suporte formal e reabilitação.
O que esse resultado representa
Grau de dependência nas atividades básicas, com pontuação detalhada por tarefa.
Dez atividades básicas são graduadas em níveis, o que torna a medida mais sensível a mudanças que uma resposta apenas de independente ou dependente.
É indicado em reabilitação, alta hospitalar e documentação de dependência ao longo do tempo.
Responde a própria pessoa avaliada junto ao cuidador, considerando o que foi feito nos últimos dias.
Duração aproximada de cinco minutos, sem material específico.
Gradua a dependência nas atividades básicas com pesos diferentes por item, oferecendo sensibilidade a mudanças pequenas na reabilitação.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Registre o que a pessoa realmente faz nos últimos dias, não o que seria capaz de fazer. Ajuda de outra pessoa conta como dependência.
Rastreio de perdas iniciais em pessoa independente, pelo efeito de teto.
Uso como medida de cognição ou de humor.
O que merece atenção
- Dependência grave: prevenir complicações do imobilismo e sustentar o cuidador.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Plano de posicionamento, higiene, nutrição e prevenção de lesão por pressão.
- Aplicar Zarit-7 e mapear a rede de apoio.
Avaliações complementares possíveis
- Reabilitação, nutrição, serviço social e atenção domiciliar.
Acompanhamento
Reavaliar em 4 semanas. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Mahoney e Barthel, 1965; versão brasileira de Minosso e colaboradores, 2010.