Interpretação da pontuação
FVF: 9 a 12 palavras em 1 minuto
Limítrofe
Resultado no limite; complemente com Fluência Semântica e Trilhas.
O que esse resultado representa
Função executiva e busca de palavras que começam com uma letra determinada.
Mede flexibilidade mental e velocidade de busca lexical, exigindo mais do controle executivo que a fluência por categoria.
É indicado quando a suspeita recai sobre alteração executiva, incluindo quadros vasculares e frontais.
Responde a própria pessoa avaliada.
Duração aproximada de dois minutos. Material: cronômetro e folha para anotar as palavras.
A fluência por letra depende sobretudo de iniciação, busca estratégica e inibição, atribuídas ao córtex pré-frontal, sendo menos dependente da memória semântica.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Peça palavras que comecem com a letra F em 60 segundos. Não valem nomes próprios, números nem repetições. Menos de 9 palavras sugere alteração executiva.
Analfabetismo, por depender da noção de letra inicial.
Afasia de expressão e alterações graves da fala.
O que merece atenção
- Sinal inicial de disfunção executiva: confirmar com segunda medida do mesmo domínio.
- Considerar sono ruim, sonolência diurna, humor e medicamentos sedativos.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Aplicar TMT-B e MoCA, olhando os itens executivos (trilhas, dígitos, abstração).
- Aplicar Epworth e GDS-15; revisar benzodiazepínicos e anti-histamínicos.
- Otimizar pressão, glicemia, lipídios e tabagismo — perfil vascular pesa aqui.
Avaliações complementares possíveis
- Avaliação neuropsicológica se persistir; medicina do sono se Epworth alterado.
Acompanhamento
Reaplicar em 3 a 6 meses. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Benton e Hamsher; normas brasileiras de Machado e colaboradores.