Interpretação da pontuação
Zarit-7: 0 a 6 pontos de 28
Sobrecarga ausente ou mínima
Manter orientação e reavaliar a cada consulta.
O que esse resultado representa
Intensidade da sobrecarga sentida por quem cuida da pessoa idosa.
Sete perguntas medem o quanto o cuidado afeta o tempo, a saúde, a vida social, as finanças e a sensação de controle de quem cuida.
É indicada para documentar o esforço de cuidado em pedidos de benefício, curatela e planejamento de suporte familiar, além de prevenir adoecimento do cuidador.
Responde o cuidador principal, sozinho e sem a presença da pessoa cuidada.
Duração aproximada de cinco minutos, sem material específico.
Mede a sobrecarga percebida por quem cuida, nas dimensões emocional, física, social e financeira, reconhecendo o cuidador como paciente oculto.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Cada item vale de 0 a 4, de nunca a quase sempre. A partir de 7 pontos já há sobrecarga relevante e o cuidador precisa de apoio próprio.
Aplicação ao paciente, e não ao cuidador.
Aplicação com o paciente ao lado, que inibe respostas honestas.
Uso como medida de gravidade da doença do paciente.
O que merece atenção
- Sobrecarga ausente ou mínima no cuidador.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Reforçar pausas, sono e divisão de tarefas na família.
Avaliações complementares possíveis
- Sem encaminhamento por este resultado.
Acompanhamento
Reaplicar em 6 a 12 meses. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Zarit e colaboradores, 1980; versão reduzida validada em português por Bédard e adaptações brasileiras.