Aula · Cognição
Teste do relógio: catálogo de erros e o que cada um significa
O relógio é uma tarefa que exige, ao mesmo tempo, planejamento, espaço e representação simbólica do tempo — por isso é tão sensível.
≈ 6 min de leitura
O que o instrumento mede
- Contorno fechado e proporcional.
- Doze números presentes, em ordem e bem distribuídos.
- Dois ponteiros de tamanhos diferentes marcando o horário pedido.
Padrões de resposta e o que significam
Números corretos, ponteiros ausentes ou no horário errado
Falha na representação abstrata do horário e no planejamento — circuito frontal.
Lobo frontal
Números fora do círculo ou empilhados
Desorganização visuoespacial de padrão parietal.
Lobo parietal
Metade do mostrador vazia
Sugere negligência visuoespacial; examine campo visual e atenção lateral.
Lobo parietalLobo occipital
Escreve as palavras 'onze e dez' em vez de desenhar
Concretude e falha de abstração, comum em síndromes frontais.
Lobo frontal
Contorno bom, execução extremamente lenta
Lentificação subcortical, frequente em parkinsonismo e doença de pequenos vasos.
Áreas subcorticais e substância branca
Áreas do encéfalo envolvidas
- Lobo frontal
- Função: Sequência da tarefa, abstração do horário, inibição.
- No teste aparece como: Ponteiros e horário errados, perseveração, resposta concreta.
- Lobo parietal
- Função: Mapa do espaço e distribuição no papel.
- No teste aparece como: Números desalinhados, lado do desenho vazio.
- Lobo occipital
- Função: Processamento visual básico.
- No teste aparece como: Dificuldade para ver o próprio traçado e corrigir.
Cuidados na aplicação
- Ofereça folha em branco e não conduza o desenho: qualquer pista muda o resultado.
- Analfabetismo funcional limita a tarefa; combine com prova verbal.
- Compare sempre com um desenho anterior do mesmo paciente quando existir.
Para levar da aula
Descreva o erro por escrito na ficha, não apenas a nota: é a comparação dos desenhos que mostra progressão.
Aplicar Teste do Desenho do Relógio agoraAula de apoio à decisão: os padrões descritos orientam o raciocínio clínico e a escolha dos próximos passos, mas não localizam lesão nem fecham diagnóstico. A correlação com o exame neurológico, a história e a neuroimagem é sempre necessária.
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