Interpretação da pontuação
GDS-30: 21 a 30 pontos de 30
Depressão grave
Rastreio muito positivo: avaliação prioritária e investigação ativa de risco de suicídio.
O que esse resultado representa
Rastreio ampliado de sintomas depressivos em pessoas idosas, na versão original de Yesavage.
Cobre os mesmos domínios da versão reduzida com mais detalhe: tristeza, inquietação, preocupação com o passado e com o futuro, concentração e vontade de chorar.
É indicada quando a versão curta ficou próxima do ponto de corte ou quando se deseja documentar a gravidade com mais precisão, inclusive em laudos.
Responde a própria pessoa avaliada, pensando na última semana e apenas com sim ou não.
Duração aproximada de dez minutos, sem material específico.
Versão original com trinta itens, com amplitude maior de sintomas e melhor discriminação em pesquisa, ao custo de mais tempo de aplicação.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Responda pensando na última semana, apenas sim ou não. Corte usual: 11 pontos ou mais sugere depressão. Não usar em déficit cognitivo importante — nesse caso prefira a Escala Cornell de Depressão em Demência, aplicada ao informante.
Consulta curta e paciente com pouca tolerância a entrevistas longas.
Déficit cognitivo importante e fadiga significativa.
O que merece atenção
- Depressão grave provável: risco e tratamento imediatos.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Avaliação de risco de suicídio com plano de segurança e envolvimento familiar.
- Iniciar tratamento e monitorar resposta e efeitos adversos de perto.
Avaliações complementares possíveis
- Psiquiatria com prioridade; urgência se risco iminente.
Acompanhamento
Reavaliar em 1 a 2 semanas; reaplicar a escala em 4 semanas. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Yesavage e colaboradores, 1983.