Interpretação da pontuação
IQCODE: 8 a 26 pontos de 40
Sem declínio relatado
O informante não percebe piora significativa nos últimos anos.
O que esse resultado representa
Mudança de memória e raciocínio nos últimos dez anos, relatada por quem convive com a pessoa.
Compara o desempenho atual com o de dez anos atrás em oito situações do dia a dia, como lembrar conversas, aprender coisas novas e lidar com dinheiro.
É indicado quando o rastreio direto é limitado por escolaridade, surdez ou recusa, e é bastante útil em avaliação pericial.
Responde o familiar ou cuidador que convive com a pessoa há pelo menos dez anos.
Duração aproximada de cinco minutos, sem material específico.
Avalia a mudança do desempenho cognitivo cotidiano nos últimos dez anos segundo quem convive com a pessoa, medindo declínio em relação ao próprio passado e não desempenho absoluto.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Quem responde é o familiar ou cuidador que convive há anos. Compare o desempenho de hoje com o de 10 anos atrás. Média acima de 3,4 (cerca de 27 pontos) sugere declínio.
Ausência de informante com convivência longa e próxima.
Informante com sobrecarga intensa ou conflito familiar, que distorce a resposta.
Uso como substituto do exame cognitivo direto quando este é possível.
O que merece atenção
- Informante não percebe declínio em relação a dez anos atrás.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Registrar quem informou e o grau de convivência: isso pondera a confiabilidade.
- Se o paciente tem queixa e o informante não, aplicar teste objetivo mesmo assim.
Avaliações complementares possíveis
- Sem encaminhamento motivado por este resultado.
Acompanhamento
Reaplicar em 12 meses ou quando houver mudança relatada. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Jorm, 1994, versão reduzida de 16 itens; validação brasileira de Sanchez e Lourenço.