Interpretação da pontuação
MEEM: 20 a 25 pontos de 30
Possível alteração
Considere a escolaridade da pessoa e converse com o médico responsável.
O que esse resultado representa
Rastreio geral da cognição: orientação, memória, atenção, cálculo, linguagem e cópia de desenho.
Avalia de forma breve as principais funções mentais: orientação no tempo e no espaço, memória imediata e tardia, atenção, cálculo, linguagem e habilidade visuoespacial.
É indicado como primeiro rastreio quando há queixa de esquecimento, confusão ou mudança de comportamento.
Responde a própria pessoa avaliada, em ambiente tranquilo, com óculos e aparelho auditivo se usar.
Duração aproximada de dez minutos. Material: folha com os dois pentágonos entrelaçados, folha em branco e lápis.
Avalia o estado mental global em orientação, registro, atenção, cálculo, evocação, linguagem e praxia construtiva. Mede o desempenho no momento da aplicação e é fortemente influenciado pela escolaridade, funcionando como medida de gravidade e de acompanhamento, não como diagnóstico.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
O ponto de corte varia com a escolaridade. Analfabetos: 20; 1 a 4 anos: 25; 5 a 8 anos: 26; 9 a 11 anos: 28; acima de 11 anos: 29.
Suspeita de comprometimento cognitivo leve com boa escolaridade: o teto do teste esconde a perda.
Analfabetismo ou escolaridade muito baixa, pelo peso dos itens de leitura, escrita e cópia.
Déficit visual grave ou tremor importante, que impedem a cópia dos pentágonos.
Estado confusional agudo, doença aguda, dor intensa ou intoxicação medicamentosa.
O que merece atenção
- Diferenciar declínio real de efeito de escolaridade, humor ou quadro agudo.
- Descartar delirium e depressão antes de concluir por declínio cognitivo.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Aplicar instrumento mais sensível (MoCA) e teste do relógio.
- Colher relato de informante sobre funcionalidade (Pfeffer ou IQCODE).
- Revisar medicamentos com ação anticolinérgica e sedativa.
Avaliações complementares possíveis
- Exames de causas reversíveis: TSH, B12, hemograma, função renal e hepática, sódio, cálcio.
- Avaliação geriátrica ou neurológica se a queixa persistir.
Acompanhamento
Reaplicar em 3 a 6 meses, com o mesmo instrumento e examinador. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Folstein e colaboradores, 1975; adaptação brasileira de Brucki e colaboradores, 2003, com pontos de corte por escolaridade.