Interpretação da pontuação
NPI-Q: 21 a 36 pontos de 36
Sintomas intensos
Quadro comportamental grave: avaliação especializada, revisão de medicamentos e suporte contínuo.
O que esse resultado representa
Presença e gravidade de doze sintomas comportamentais e psicológicos da demência.
Rastreia delírios, alucinações, agitação, depressão, ansiedade, euforia, apatia, desinibição, irritabilidade, comportamento motor repetitivo, alterações do sono e do apetite.
É indicado para documentar sintomas comportamentais, orientar tratamento não medicamentoso e justificar necessidade de supervisão contínua em laudos.
Responde o familiar ou cuidador que convive com a pessoa, referindo-se ao último mês.
Duração aproximada de dez minutos, sem material específico.
Rastreia doze domínios de sintomas neuropsiquiátricos da demência, registrando gravidade do sintoma e desgaste que ele provoca no cuidador.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Para cada sintoma marque a gravidade: 0 ausente, 1 leve, 2 moderada e 3 grave. Registre também o quanto cada sintoma desgasta o cuidador.
Ausência de informante que conviva de perto no último mês.
Uso para rastreio cognitivo, que ele não avalia.
Delirium ativo, em que os sintomas refletem o quadro agudo.
O que merece atenção
- Sintomas moderados a intensos: avaliar segurança do paciente e do cuidador.
- Descartar delirium e dor não tratada.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Aplicar CAM e PAINAD; revisar medicamentos que pioram o comportamento.
- Se necessário medicar, usar menor dose e por tempo definido, com plano de retirada.
- Aplicar Zarit-7 no cuidador.
Avaliações complementares possíveis
- Geriatria ou psiquiatria; serviço social.
Acompanhamento
Reavaliar em 2 a 4 semanas. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Kaufer e colaboradores, 2000, versão breve para o informante.