Interpretação da pontuação
SPMSQ: 5 a 10 erros de 10
Déficit moderado a importante
Muitos erros. Avaliação médica detalhada é recomendada.
O que esse resultado representa
Rastreio cognitivo pela contagem de erros em dez perguntas simples.
Dez perguntas de orientação, memória remota e cálculo geram uma contagem de erros: quanto mais erros, maior a alteração.
É indicado em ambiente hospitalar, visita domiciliar ou quando não há material de apoio disponível.
Responde a própria pessoa avaliada.
Duração aproximada de cinco minutos, sem material específico.
Mede orientação, memória remota, informação atual e cálculo seriado apenas por perguntas verbais, com correção por escolaridade e raça no protocolo original.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Aqui a pontuação conta ERROS: quanto maior, pior. Permita 1 erro a mais para pouca escolaridade e 1 erro a menos para ensino superior.
Suspeita de comprometimento cognitivo leve: sensibilidade insuficiente.
Necessidade de avaliar funções executivas e praxia.
O que merece atenção
- Déficit moderado a importante: diferenciar delirium, demência e depressão grave.
- Avaliar capacidade de autocuidado e risco domiciliar antes do fim da consulta.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Aplicar CAM para delirium e Pfeffer para funcionalidade; considerar CDR-SB para estadiar.
- Verificar adesão e segurança da medicação: quem prepara e quem supervisiona.
- Definir cuidador de referência e plano escrito com metas e contatos.
Avaliações complementares possíveis
- Geriatria ou neurologia com exames laboratoriais e neuroimagem.
- Serviço social e terapia ocupacional para suporte e adaptação do domicílio.
Acompanhamento
Reavaliar em 4 a 8 semanas; funcionalidade a cada 3 meses. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Pfeiffer, 1975; amplamente usado em estudos populacionais brasileiros.