Interpretação da pontuação
CFS: 6 a 9 de 9
Fragilidade moderada a grave
Plano de cuidados integrado e decisões centradas em metas do paciente.
O que esse resultado representa
Grau global de fragilidade definido pelo julgamento clínico, de muito ativa a doença terminal.
Classifica a pessoa em nove níveis que descrevem atividade, independência e carga de doença no estado habitual.
É indicada como síntese de fragilidade para decisão de cuidado, prognóstico e priorização de intervenções.
Preenche o profissional, com base na entrevista e na informação do cuidador, considerando as duas semanas anteriores a qualquer doença aguda.
Duração aproximada de dois minutos, sem material específico.
Julgamento clínico global do grau de fragilidade em nove níveis, baseado no estado habitual antes da doença aguda, integrando cognição, função e comorbidade.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Baseie-se no estado habitual das duas semanas anteriores a qualquer doença aguda. Descrição proposta por Rockwood e colaboradores.
Uso com base no estado durante a doença aguda, o que superestima a fragilidade.
Pessoas com deficiência estável desde jovem, para quem a escala não foi construída.
Substituição da avaliação geriátrica ampla em decisões de alto impacto.
O que merece atenção
- Fragilidade moderada a grave: calibrar intensidade terapêutica às metas e ao prognóstico.
- Prevenir internação evitável, iatrogenia e declínio funcional agudo.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Conversa estruturada sobre preferências, limites de intervenção e diretivas antecipadas.
- Desprescrever fármacos sem benefício no horizonte de vida esperado.
- Definir plano de crise por escrito: o que fazer, quem acionar e quando não internar.
- Avaliar risco de queda, nutrição, pele e capacidade do cuidador.
Avaliações complementares possíveis
- Geriatria e equipe multiprofissional; atenção domiciliar quando disponível.
- Cuidados paliativos nos escores 7 a 9 ou com doença avançada associada.
Acompanhamento
Reavaliar em 1 a 3 meses e após qualquer intercorrência. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Rockwood et al., CMAJ 2005; versão de 9 níveis (Dalhousie, 2007; revisão 2.0 de 2020).