Instrumento de fragilidade
Escala de Fragilidade Clínica (CFS): os 9 níveis e como classificar
A Escala de Fragilidade Clínica (CFS) resume em um número de 1 a 9 o grau global de fragilidade, a partir do julgamento clínico sobre atividade, independência e carga de doença no estado habitual. É usada para prognóstico, priorização de intervenções e decisões de cuidado compartilhadas.
Aplicar agora no CogniCare- Duração
- ≈ 2 minutos
- Resultado
- Nível de 1 a 9
- Quem responde
- Profissional, com relato do cuidador
O que preparar
- Nenhum material específico: entrevista breve e observação clínica.
- Informação sobre o estado habitual das duas semanas anteriores a qualquer doença aguda.
- Descrição dos nove níveis à mão, para escolher pela descrição e não pela impressão geral.
Como aplicar passo a passo
1. Fixe o estado habitual
Classifique como a pessoa estava duas semanas antes da doença aguda atual. Classificar durante uma internação aguda superestima a fragilidade.
2. Verifique as atividades instrumentais
Compras, transporte, medicamentos, finanças e trabalho doméstico pesado. Precisar de ajuda aqui já indica nível 5.
3. Verifique o autocuidado
Ajuda para banho e vestir aponta nível 6; dependência para cuidados pessoais aponta 7; dependência total, 8.
4. Separe vulnerável de frágil
Nível 4 descreve quem está mais lento e cansado, com sintomas limitando atividades, mas sem depender de ninguém: é a janela mais valiosa para intervir.
5. Registre o nível e a justificativa
Anote o número e a frase que fundamentou a escolha. Isso permite comparar entre profissionais e ao longo do tempo.
Pontuação e interpretação
1 a 3 — Sem fragilidade
Muito ativa, bem ou com doenças controladas. Manter exercício, nutrição, vacinas e prevenção; reavaliar anualmente.
4 a 5 — Vulnerável a fragilidade leve
Janela ideal para intervir: exercício de força, avaliação nutricional, revisão de medicamentos, ajuste de apoio nas tarefas instrumentais e prevenção de quedas.
6 a 7 — Fragilidade moderada a grave
Plano de cuidado integrado, adaptação do domicílio, apoio ao cuidador, discussão de metas e cautela com intervenções de alto risco.
8 a 9 — Fragilidade muito grave ou doença terminal
Foco em conforto, sintomas, cuidado do cuidador e decisões antecipadas de cuidado alinhadas às preferências da pessoa.
A CFS é um julgamento clínico estruturado: usar as descrições dos níveis, e não a impressão geral, é o que garante que dois profissionais cheguem ao mesmo número.
Limitações e instrumentos complementares
A CFS não substitui a avaliação de domínios: não mede cognição, humor, nutrição ou mobilidade separadamente, e não foi feita para pessoas com deficiência estável desde jovens. Também não deve ser aplicada durante o quadro agudo. Combine com IVCF-20, FRAIL, TUG e rastreio cognitivo conforme a queixa.
Perguntas frequentes
- O que é a Escala de Fragilidade Clínica (CFS)?
- É uma escala de nove níveis, proposta por Rockwood e colaboradores, que resume o grau de fragilidade de uma pessoa idosa a partir de atividade, independência e carga de doença no estado habitual.
- Quais são os níveis da CFS?
- De 1 (muito ativa) a 9 (doença terminal), passando por 4 (vulnerável), 5 (fragilidade leve), 6 (moderada), 7 (grave) e 8 (muito grave).
- Quando aplicar a CFS?
- Na avaliação geriátrica de rotina, antes de decisões cirúrgicas ou oncológicas e na admissão hospitalar, sempre classificando o estado habitual das duas semanas anteriores à doença aguda.
- Qual a diferença entre CFS e IVCF-20?
- A CFS é um julgamento global rápido feito pelo profissional; o IVCF-20 é um questionário de 20 itens que detalha domínios e gera pontuação de 0 a 40. São complementares.
- Quanto tempo leva para aplicar?
- Cerca de dois minutos, sem material específico, desde que haja informação suficiente sobre o funcionamento habitual da pessoa.
Guias relacionados
- IVCF-20 — detalhamento da vulnerabilidade clínico-funcional em 20 itens.
- Timed Up and Go (TUG) — medida objetiva de mobilidade e risco de queda.
- Escala de Lawton — atividades instrumentais que definem os níveis 4 e 5.
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Conteúdo de apoio profissional. Instrumentos de rastreio não substituem a avaliação individualizada.