Interpretação da pontuação
PAINAD: 2 a 3 pontos de 10
Dor leve
Investigar causas tratáveis e considerar analgesia simples, com reavaliação após a intervenção.
O que esse resultado representa
Medida observacional de dor em quem não consegue relatar o que sente.
Avalia cinco comportamentos observáveis: respiração, vocalização negativa, expressão facial, linguagem corporal e possibilidade de consolo.
É indicada quando a pessoa tem demência avançada, afasia ou rebaixamento e não consegue informar a intensidade da dor por escala numérica.
Responde o profissional após observar a pessoa por cerca de cinco minutos, em repouso e durante a movimentação.
Duração aproximada de cinco minutos. Não exige material.
Parte do princípio de que a dor se expressa no comportamento quando a fala falha. Soma cinco domínios observáveis, com escore de zero a dez, aproximando-se de uma escala numérica de intensidade.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Observar também durante a mobilização, quando a dor costuma aparecer. Reaplicar depois da analgesia para verificar resposta.
Quando a pessoa consegue relatar a dor: nesse caso, prefira a escala numérica ou verbal.
Como diagnóstico da causa da dor, que exige exame físico e investigação.
Observação apenas em repouso, o que subestima a dor incidental à movimentação.
O que merece atenção
- Dor leve: tratar e verificar resposta.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Analgesia simples em horário fixo; medidas de conforto e posicionamento.
- Reaplicar após a intervenção para confirmar melhora.
Avaliações complementares possíveis
- Discutir ajuste analgésico com o médico assistente.
Acompanhamento
Reaplicar em 1 a 2 horas após a analgesia. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Warden, Hurley e Volicer, 2003; versões brasileiras da escala observacional.