Interpretação da pontuação
TUG: 13,5 a 29,99 segundos
Risco aumentado de queda
13,5 s ou mais (Shumway-Cook, 2000). Acima de 15 s também é critério das Diretrizes Mundiais de Quedas. Indicar exercício de força e equilíbrio.
O que esse resultado representa
Mobilidade, equilíbrio e risco de queda medidos em segundos.
A pessoa levanta de uma cadeira com braços, caminha três metros, gira, volta e senta novamente, enquanto o tempo é cronometrado.
É indicado sempre que houver relato de queda, insegurança na marcha ou necessidade de documentar limitação de mobilidade.
Executa a própria pessoa avaliada, com o calçado e o apoio que usa habitualmente.
Duração aproximada de dois minutos. Material: cadeira com braços, três metros livres marcados no chão e cronômetro.
Mede mobilidade funcional integrando força de membros inferiores, equilíbrio dinâmico, marcha e viradas, com boa relação com risco de queda.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Sentado(a) numa cadeira com braços: levantar, caminhar 3 metros, virar, voltar e sentar. Cronometre em segundos.
Instabilidade clínica, dor intensa, fratura recente ou proibição de carga.
Incapacidade de levantar e caminhar, mesmo com apoio.
Espaço inadequado ou ausência de acompanhante para segurança.
O que merece atenção
- Mobilidade reduzida: identificar causa e prevenir a primeira queda.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Avaliar dor articular, força, visão, calçado e uso de dispositivo de apoio.
- Revisar medicamentos que causam hipotensão ou sedação.
- Prescrever treino de equilíbrio e fortalecimento de membros inferiores.
Avaliações complementares possíveis
- Fisioterapia; oftalmologia se houver baixa visão.
Acompanhamento
Reaplicar em 3 a 6 meses. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Shumway-Cook, Brauer e Woollacott, Phys Ther 2000 (corte 13,5 s); Podsiadlo e Richardson, JAGS 1991; Montero-Odasso et al., Age and Ageing 2022.