Interpretação da pontuação
Cornell: 0 a 7 pontos de 32
Sem depressão
Sinais observados não configuram quadro depressivo. Manter acompanhamento.
O que esse resultado representa
Sintomas depressivos em pessoas com déficit cognitivo, avaliados por observação e informante.
Reúne sinais de humor, comportamento, sintomas físicos, ritmo do dia e alterações do pensamento observados na última semana.
É indicada quando o déficit cognitivo impede escalas respondidas pela própria pessoa, situação frequente em demência moderada e grave.
Preenche o profissional, combinando a entrevista com o informante e a observação direta da pessoa avaliada.
Duração aproximada de quinze minutos, sem material específico.
Avalia humor, comportamento, sinais físicos, funções cíclicas e alterações ideativas por entrevista com o informante e observação direta, dispensando o autorrelato preservado.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Cada item vale 0 se ausente, 1 se leve ou intermitente e 2 se grave. Acima de 10 pontos indica depressão provável e acima de 18 pontos, depressão definitiva.
Ausência de informante que observe o dia a dia.
Paciente com cognição preservada, em que o autorrelato é mais informativo.
Fase aguda de delirium.
O que merece atenção
- Sem sinais de depressão na observação combinada com o relato do cuidador.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Manter atividades prazerosas, exposição à luz natural e rotina de sono estável.
- Orientar o cuidador a relatar recusa alimentar, choro e apatia entre consultas.
Avaliações complementares possíveis
- Sem encaminhamento motivado por este resultado.
Acompanhamento
Reaplicar em 6 meses ou diante de mudança de comportamento. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Alexopoulos e colaboradores, 1988; versão brasileira validada por Carthery-Goulart.