Interpretação da pontuação
Epworth: 11 a 15 pontos de 24
Sonolência excessiva
Investigar apneia do sono, revisar medicamentos sedativos e avaliar humor e insônia.
O que esse resultado representa
Medida da sonolência diurna excessiva em situações do dia a dia.
Oito situações cotidianas em que a pessoa avalia a chance de cochilar, de nenhuma a alta.
É indicada quando há ronco, pausas respiratórias, cansaço diurno, quedas ou queixa cognitiva que possam ter origem no sono.
Responde a própria pessoa avaliada, considerando as últimas semanas; o cuidador pode ajudar a lembrar as situações.
Duração aproximada de três minutos. Não exige material.
Mede a propensão a adormecer em oito situações do cotidiano, traduzindo a sonolência diurna média das últimas semanas em um escore de zero a vinte e quatro.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Sonolência excessiva não define diagnóstico: orienta investigação de apneia do sono, efeito de medicamentos, insônia e depressão.
Como diagnóstico de apneia do sono, que depende de estudo do sono.
Prejuízo cognitivo importante sem informante, pela dependência de autorrelato.
Quando a queixa é insônia isolada, sem sonolência diurna.
O que merece atenção
- Sonolência excessiva: investigar apneia obstrutiva e causa medicamentosa.
- Considerar impacto na atenção — pode explicar desempenho cognitivo reduzido.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Perguntar sobre ronco, pausas presenciadas, noctúria, cefaleia matinal e boca seca.
- Revisar benzodiazepínicos, anti-histamínicos, opioides e horário dos anti-hipertensivos.
- Rastrear depressão (GDS-15), dor noturna e síndrome das pernas inquietas.
Avaliações complementares possíveis
- Medicina do sono ou pneumologia para polissonografia; cardiologia se houver arritmia ou HAS resistente.
Acompanhamento
Reaplicar em 3 meses ou 4 a 8 semanas após ajuste de medicação. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Johns, 1991; versão brasileira validada por Bertolazi e colaboradores, 2009.