Interpretação da pontuação
Epworth: 16 a 24 pontos de 24
Sonolência excessiva grave
Encaminhar para investigação do sono e orientar sobre risco de quedas e de direção veicular.
O que esse resultado representa
Medida da sonolência diurna excessiva em situações do dia a dia.
Oito situações cotidianas em que a pessoa avalia a chance de cochilar, de nenhuma a alta.
É indicada quando há ronco, pausas respiratórias, cansaço diurno, quedas ou queixa cognitiva que possam ter origem no sono.
Responde a própria pessoa avaliada, considerando as últimas semanas; o cuidador pode ajudar a lembrar as situações.
Duração aproximada de três minutos. Não exige material.
Mede a propensão a adormecer em oito situações do cotidiano, traduzindo a sonolência diurna média das últimas semanas em um escore de zero a vinte e quatro.
Antes de tirar conclusões
Esta é a faixa operacional da versão usada no CogniCare, não um diagnóstico nem um ponto de corte universal. Escolaridade, idade, contexto e protocolo podem mudar a interpretação. Não some pontuações de instrumentos diferentes.
Sonolência excessiva não define diagnóstico: orienta investigação de apneia do sono, efeito de medicamentos, insônia e depressão.
Como diagnóstico de apneia do sono, que depende de estudo do sono.
Prejuízo cognitivo importante sem informante, pela dependência de autorrelato.
Quando a queixa é insônia isolada, sem sonolência diurna.
O que merece atenção
- Sonolência grave: risco imediato de queda, acidente doméstico e acidente ao dirigir.
- Investigar apneia obstrutiva com prioridade e reinterpretar testes cognitivos aplicados neste estado.
Próximos passos a discutir com o profissional
- Orientar por escrito a não dirigir nem operar máquinas até a investigação concluir.
- Suspender ou reduzir gradualmente sedativos, com plano de retirada definido.
- Investigar hipotireoidismo, anemia, insuficiência cardíaca e uso de álcool.
- Aplicar Tinetti: sonolência e risco de queda somam-se.
Avaliações complementares possíveis
- Medicina do sono com prioridade e polissonografia.
- Geriatria para revisão de polifarmácia; fisioterapia se houver risco de queda.
Acompanhamento
Reaplicar em 4 semanas e novamente 8 semanas após iniciar o tratamento. Prazo sugerido pelo conteúdo de apoio do app, não prescrição individual.
Apoio à decisão: sugestões geradas a partir de instrumentos de rastreio, para apoiar — e não substituir — o julgamento clínico. Adapte cada passo à anamnese, ao exame físico, às comorbidades, às metas do paciente e ao contexto de cuidado antes de qualquer conduta.
Referência e versão
Johns, 1991; versão brasileira validada por Bertolazi e colaboradores, 2009.