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Para pacientes e familiares

O que cada avaliação mede e como o resultado ajuda o seu tratamento

Esta página explica, sem termos técnicos, as avaliações que o profissional pode aplicar na consulta: o que cada uma observa, quem responde, quanto tempo leva e o que muda no tratamento a partir do resultado.

Como é a consulta

  1. Antes

    Leve a lista de remédios, os óculos e o aparelho auditivo. Se possível, venha com alguém que conviva com você no dia a dia.

  2. Durante

    As perguntas parecem simples e algumas são difíceis de propósito. Não há reprovação, e você pode dizer que não sabe ou pedir pausa.

  3. Depois

    O resultado é explicado em palavras comuns, junto com o que será feito e quando repetir a avaliação para comparar.

Memória e raciocínio

São conversas e tarefas curtas, como lembrar palavras, desenhar um relógio ou dizer a data. Servem para comparar o desempenho de hoje com o de outras avaliações, não para rotular a pessoa.

  • Mini-Exame do Estado Mental

    cerca de 10 minutos · responde a própria pessoa

    O que observa: Orientação no tempo e no espaço, atenção, memória imediata, linguagem e cópia de um desenho.

    Como ajuda o tratamento: Mostra em qual parte do pensamento está a maior dificuldade e serve de ponto de partida para acompanhar se o quadro melhora, fica estável ou piora ao longo dos meses.

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  • Avaliação Cognitiva de Montreal

    cerca de 15 minutos · responde a própria pessoa

    O que observa: Tarefas um pouco mais exigentes de atenção, planejamento, linguagem e memória de curto prazo.

    Como ajuda o tratamento: Percebe dificuldades leves que passam sem ser notadas em testes mais simples, o que permite começar cedo os cuidados de memória, sono, audição e controle de pressão e diabetes.

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  • Mini-Cog com teste do relógio

    cerca de 3 minutos · responde a própria pessoa

    O que observa: Lembrar três palavras e desenhar um relógio com um horário pedido.

    Como ajuda o tratamento: É um primeiro olhar rápido: quando aparece alteração, o profissional aprofunda a investigação; quando está tudo bem, evita exames desnecessários.

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  • Questionário do informante sobre declínio cognitivo

    cerca de 10 minutos · responde familiar ou cuidador

    O que observa: A comparação, feita por quem convive, entre como a pessoa era há dez anos e como está hoje.

    Como ajuda o tratamento: Traz a percepção da família para dentro da consulta e ajuda a diferenciar uma dificuldade nova de um jeito de ser que sempre existiu.

Humor, sono e comportamento

Perguntas sobre ânimo, interesse, sono e irritabilidade. Tristeza e ansiedade atrapalham memória e apetite, por isso entram sempre na avaliação.

  • Escala de Depressão Geriátrica

    cerca de 5 minutos · responde a própria pessoa

    O que observa: Como andou o ânimo, o interesse pelas coisas e a esperança nas últimas semanas.

    Como ajuda o tratamento: Quando o humor está baixo, tratar isso costuma melhorar memória, sono, dores e disposição, às vezes antes de qualquer outro tratamento.

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  • Questionário neuropsiquiátrico

    cerca de 10 minutos · responde familiar ou cuidador

    O que observa: Sintomas como agitação, desconfiança, apatia, troca do dia pela noite e o quanto isso desgasta quem cuida.

    Como ajuda o tratamento: Direciona ajustes de rotina, ambiente e medicação para os sintomas que mais incomodam a família naquele momento.

  • Avaliação de confusão aguda

    cerca de 5 minutos · responde a própria pessoa com apoio de quem acompanha

    O que observa: Uma mudança rápida de atenção e clareza, que aparece em horas ou poucos dias.

    Como ajuda o tratamento: Aponta uma situação urgente: quase sempre há uma causa tratável, como infecção, desidratação, dor ou remédio novo.

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Atividades do dia a dia

Aqui não há acerto ou erro: registra-se o que a pessoa realmente faz sozinha hoje, do banho ao uso do dinheiro.

  • Escala de Katz

    cerca de 3 minutos · responde a própria pessoa e quem cuida

    O que observa: Banho, vestir-se, uso do banheiro, transferência, continência e alimentação.

    Como ajuda o tratamento: Define de quanta ajuda a pessoa precisa em casa, orienta adaptações no banheiro e sustenta pedidos de benefício e de cuidador.

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  • Escala de Lawton e Brody

    cerca de 5 minutos · responde a própria pessoa e quem cuida

    O que observa: Telefone, transporte, compras, comida, casa, roupa, remédios e controle do dinheiro.

    Como ajuda o tratamento: Mostra onde a autonomia começa a se perder, geralmente nos remédios e no dinheiro, e permite combinar supervisão só no que é necessário.

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  • Índice de Barthel

    cerca de 5 minutos · responde a própria pessoa e quem cuida

    O que observa: As mesmas atividades básicas, com graus intermediários de ajuda.

    Como ajuda o tratamento: Por ser mais detalhado, percebe pequenos ganhos durante a reabilitação e ajuda a decidir quando aumentar ou reduzir o apoio.

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Marcha, equilíbrio e vulnerabilidade

Observa-se levantar da cadeira, caminhar e voltar. É uma forma simples de estimar risco de queda e reserva de saúde.

  • Teste de levantar e caminhar cronometrado

    cerca de 3 minutos · responde a própria pessoa, sempre acompanhada

    O que observa: O tempo para levantar, andar três metros, virar e sentar novamente.

    Como ajuda o tratamento: Quando o tempo é maior que o esperado, indica fisioterapia, ajuste de calçado e bengala, revisão de remédios que dão sonolência e retirada de tapetes.

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  • Escala de fragilidade clínica

    cerca de 2 minutos · responde profissional, com base na história

    O que observa: Uma visão geral da reserva de saúde, entre muito ativo e completamente dependente.

    Como ajuda o tratamento: Ajuda a calibrar tratamentos, cirurgias e metas de pressão e açúcar ao que faz sentido para aquela pessoa, evitando excesso e falta de cuidado.

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  • Índice de vulnerabilidade clínico-funcional

    cerca de 10 minutos · responde a própria pessoa e quem cuida

    O que observa: Vinte perguntas sobre idade, autopercepção de saúde, atividades, humor, visão, audição, memória, quedas, peso e uso de remédios.

    Como ajuda o tratamento: Reúne tudo em um retrato só e indica quais áreas merecem avaliação mais detalhada e com que frequência retornar.

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Quem cuida também é avaliado

O cansaço de quem cuida influencia diretamente o resultado do tratamento e por isso é medido junto.

  • Escala de sobrecarga do cuidador

    cerca de 5 minutos · responde quem cuida

    O que observa: O quanto o cuidado afeta tempo, saúde, finanças e convívio de quem cuida.

    Como ajuda o tratamento: Sobrecarga alta motiva divisão de tarefas, apoio de outros profissionais, momentos de descanso e encaminhamento social.

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Nenhum desses instrumentos dá um diagnóstico por si só. Eles organizam o que já foi observado no dia a dia e ajudam o profissional a decidir o próximo passo junto com você e sua família.

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